Durante três dias (13, 14 e 15 de fevereiro) dezenas de pessoas realizam mutirão de arte-identidade, limpando, colorindo e ambientando o sítio do MSMCBJ, em Maracanaú. Trata-se de um espaço cedido ao padre Rino por amigos italianos. “Aqui será um espaço para formação, lazer, encontros e celebração”, descreve Rino.
Ali, o Instituto Nordeste Cidadania (INEC) instalou um Ponto de Leitura durante o mutirão que envolveu assessores e artistas do INEC, colaboradores do Movimento, jovens Pitaguary e capoeiristas de Maracanaú. Para o padre Rino, que é índio Lakota Sioux por adoção, “o mutirão é a alma da cultura indígena, com todos interligados, onde cada um pode oferecer algo de bom, construir algo novo, pois é a união que faz a diferença”, conclui.
De acordo com Reni Dino, assessor do INEC, “o mutirão de ambientação e arte-identidade é uma ação que visa o desenvolvimento comunitário e a cidadania, aprofundando a troca de experiências e promovendo o aprendizado mútuo entre as pessoas da comunidade que participam da atividade”.
O mestre de capoeira, Júnior Serrinha, que ia passando por ali, viu o mutirão, se envolveu e chamou mais outras nove pessoas, todas capoeiristas. Para ele, o mutirão já surtiu efeito. “Nesses dias tenho aprendido muita coisa, quando chegar em casa a primeira coisa que vou fazer é cuidar das minhas plantas e organizar um jardim”, diz Júnior.
Reni também descreve o Ponto de Leitura, instalado na casa do sítio, como um serviço prestado pelo INEC utilizando materiais que iriam para o lixo. “Por exemplo, banners viram almofadas, assim aproveitamos o que é descartado. Ali, as pessoas vão dispor também de colchonetes e de um ambiente que valoriza a circularidade, promovendo leituras agradáveis e troca de conhecimento”.
“Em cada ambiente em que chegamos, aproveitamos tudo que se encontra fora de lugar, ordenamos a ambientação de acordo com a participação das pessoas da própria comunidade, destacando suas características. É assim que se constrói a arte-identidade”, destaca Reni.
Entre as pessoas presentes estiveram Paulo Campos, técnico do INEC especializado em permacultura e bio-construção. A permacultura é um método holístico usado para planejar, atualizar e manter sistemas humanos sustentáveis, como jardins, vilas, aldeias e comunidades.
Também participaram Antenor Lago e Ray Ferreira, artistas plásticos do INEC; Bruna Santos e Leneide Soares, também do INEC. Além de Júnior Serrinha, os capoeiristas João Paulo, Lidinês e outros sete praticantes dessa arte em Maracanaú integraram o mutirão.
Do Movimento, veio muita gente: Márcia Cristine, Elizeu de Sousa, Josué Barlow, Cláudia Rodrigues, Cristina, Paulo Ferreira, Benício Nascimento, Márcio Firmiano, Joaquim, Yago, Natália Martins, Nair Fernandes, Elizabeth Keise e outros colaboradores. Os jovens Pitaguary, Neto, Júnior, Bibi, Fábio e João também participaram dos trabalhos.




