27.08.10
Uma vez por semana, às 14h, nas aldeias Pitaguary e Tapeba, a terapeuta comunitária e coordenadora do MSMCBJ, Natália Martins se prepara para iniciar mais uma roda de terapia comunitária indígena. Há um mês é essa a rotina também de mais duas terapeutas indígena, Iracema Tapeba e Silvia Tapeba.
“São acolhidos em cada roda, cerca de 40 pessoas de cada aldeia. As mulheres, principalmente, partilham suas inquietações e alegrias do cotidiano e aqui encontram um espaço de acolhimento” explica Natália. Já no grupo de gestantes, além da terapia comunitária são utilizadas técnicas de relaxamento, “elas contam que saem mais aliviadas e a terapia libera as tensões.” explica ainda a terapeuta.
Os grupos de terapia comunitária indígena que acontecem nas aldeias Pitaguary e Tapeba é uma iniciativa do MSMCBJ e utiliza-se também da Abordagem Sistêmica Comunitária, baseada no principio da circularidade, no qual não existem vítimas e perseguidores, pois todos são co-responsáveis.
A formação de terapeutas comunitários indígenas é uma ação da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) da Presidência da República, em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC) através do Movimento Integrado de Saúde Comunitária – 4 Varas.

