08.12.11
Em sessão solene, realizada no dia 1º de dezembro na Assembleia Legislativa do Ceará, em reconhecimento aos 15 anos do MSMCBJ, a deputada Rachel Marques destaca a ação do Movimento como exemplo para todo o Estado, dirigindo-se à audiência da TV Assembleia. O padre Rino, um dos homenageados com placa distintiva, recorda que a Abordagem Sistêmica - tecnologia social do Movimento - já estava na comunidade, precisava apenas criar as condições para que as pessoas pudessem ativá-la para solucionar seus problemas.
Padre Rino diz ainda “que o Movimento ajuda a comunidade a se ‘empoderar’ para inventar soluções concretas para as questões que afligem as pessoas, as famílias e a própria comunidade”. Ele evidencia que a o Movimento “tanto é reconhecido no país, como além das fronteiras, rompendo barreiras culturais e trazendo pessoas como Emma Thomas [para colaborar], uma estadunidense presente à sessão na Assembleia. Emma em visita a Fortaleza conheceu o Movimento, tornando-se colaboradora voluntária.
A relação com a pluralidade cultural brasileira também é evidenciada por Rino. Na sessão se encontrava o pajé Barbosa, líder espiritual da etnia Pitaguary de Pacatuba e Maracanaú, convidado para compor a mesa das autoridades da sessão. Rino dirigi-se ao pajé e destaca “que a cultura indígena é um patrimônio da humanidade que precisa ser reconhecido, após anos de exclusão, perseguição e massacre”.
Em seu discurso, a deputada Rachel Marques, autora do requerimento para realização da sessão solene, reconstitui a história do Movimento, desde a sua origem em 1996 junto às pessoas das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), tendo germinado da ação missionária Comboniana no Grande Bom Jardim, na periferia de Fortaleza.
Depois, recorda a deputada, com a colaboração dos médicos Adalberto Barreto e Mourão Cavalcante, o padre Rino iniciou um atendimento comunitário para pessoas estressadas e deprimidas, numa parceria com a Universidade Federal do Ceará.
Com passar dos anos, o MSMCBJ evolui para um amplo serviço terapêutico e social envolvendo desde a terapia até a implementação de uma política pública de atenção à saúde mental em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, além de ambientes com formação cultural, profissionalizante, de educação suplementar, de inclusão social e de estímulo à cidadania ativa, comenta Rachel Marques. Para ela, “o MSMCBJ contribui para a valorização dos direitos humanos em sua totalidade”.
Durante a sessão, foram homenageados o mestre em biodança, Reni Dino ex-coordenador administrativo do Movimento; o pajé Barbosa, parceiro do MSMCBJ em intercâmbio cultural; a atriz amadora e beneficiária da Terapia Comunitária, Maria Abreu; eles compuseram a mesa da sessão.
Já o Padre Rino, presidente do MSMCBJ; o arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio Aparecido Tosi Marques; a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins; o presidente da UNIMED Fortaleza, Mairton Lucena; e o secretário de Cultura do Estado, professor Francisco José Pinheiro, foram homenageados com placas assinadas pelo deputado Roberto Cláudio, pelos relevantes serviços prestados ao Movimento de Saúde Mental Comunitária. Estiveram presentes para receber as placas, além do padre Rino, Valéria Lucena (representado o presidente da Unimed) e o padre João Jorge Corrêa Filho, vigário geral da Arquidiocese de Fortaleza (representado o arcebispo), os demais homenageados não compareceram.
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