28.07.11
O Movimento de Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim (MSMCBJ) foi convidado a apresentar na última semana, durante o lançamento da Política Municipal Sobre Drogas - Programa “Entre Nós”, sua experiência desenvolvida na comunidade de Grande Bom Jardim. O evento aconteceu na cidade de Sorocaba em São Paulo.
Representaram o Movimento, a coordenadora da articulação indígena, Natália Martins e o presidente da organização, padre Rino Bonvini, que falam sobre a Abordagem Sistêmica Comunitária, reconhecida como Tecnologia Social e modelo bem sucedido na cidade de Fortaleza e que desde o ano de 2007 é desenvolvida na aldeia aldeias Pitaguary.
Segundo padre Rino, a Abordagem Sistêmica Comunitária, é um desdobramento da Abordagem Sistêmica da Família, a qual foi adaptada à realidade do Grande Bom Jardim, considerado “uma comunidade de comunidades” ou um ecossistema comunitário e agora adaptada a realidade das comunidades indígenas. “Nesse sentido a Abordagem Sistêmica Comunitária é uma inovação, fruto de mais de 15 anos de experiência do MSMCBJ a serviço das comunidades excluídas”, explica Rino.
O evento aconteceu no auditório da Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” e reuniu representantes do Ministério da Saúde, a diretora de Articulação e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) Carla Dalbosco, da Associação Brasileira de Terapia Comunitária, do Consultório de Rua da Bahia, do Tratamento Comunitário da Cáritas e da UFSCar Sorocaba.
O programa “Entre Nós”
É política baseada na proposta do tratamento comunitário, buscando conhecer as redes e serviços existentes no município e criar uma interação entre elas. A Política Municipal de Drogas começou a ser desenhada em setembro de 2009, com o conhecimento das demandas e dos serviços existentes na cidade e na região. Em 2010 foi estruturada e adotou como principais estratégias: Tratamento Comunitário; Consultório de Rua; Terapia Comunitária; Internações masculinas e femininas com profissionalização;
O “Entre Nós” vai contar com três equipes para o desenvolvimento dos trabalhos: a volante, que circula entre todas as comunidades e tem como principal função a de escuta e diagnóstico; a local, que são os atores e recursos da comunidade e atuam como base para a proposta de atenção comunitária; e a de apoio, que são as instituições que atuam em âmbito municipal como: as comunidades terapêuticas, o Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (Caps AD), ambulatórios, Centro de Orientação e Aconselhamento de Sorocaba (Coas), Centros de Referência em Educação na Atenção ao Usuário de Drogas (Cread), entre outros. O “Entre Nós” terá uma atuação articulada e complementar que atuará em 10 bairros de Sorocaba.
