07.11.11
“Na Abordagem Sistêmica Comunitária a questão fundamental é qualidade
das relações humanas, a pessoa no contexto da família, a família no contexto da comunidade, a comunidade no contexto social. Tudo está interligado.” Seguindo essa ideia do padre Rino, vinte crianças vivenciaram um momento lúdico no fim de semana passado (30 e 31/10/2011), em um sítio no Maracanaú.
Ali, os filhos e filhas de colaboradores do Movimento vivenciaram um sábado e um domingo de lazer e aprendizado ecológico e espiritual. Eles cuidaram das plantas, ouviram os pássaros, conheceram fruteiras como a jaqueira, participaram da sauna sagrada indígena, fizeram rodas de brincadeiras, realizaram biodança e ensaiaram a liturgia para a missa ecumênica, que aconteceu em Fortaleza, na palhoça do Movimento, na noite do domingo.
Dessa forma, realizou-se o primeiro encontro chamado: “Cuidando dos filhos dos cuidadores do MSMCBJ”. De acordo com o padre Rino, “a pessoa que trabalha no Movimento, a serviço da comunidade para melhorar a qualidade de vida de tantas pessoas que procuram alívio ao sofrimento psíquico e caminhos para realizar sonhos, traz e leva para a família tudo o que encontra durante o dia a dia”. Assim, o MSMCBJ percebe a importância de dar especial atenção aos filhos desses cuidadores.
A pequena Vitória Rodrigues do Nascimento, 11 anos, filha de Ângela Maria, que trabalha no Movimento, diz que gostou muito da sauna, da biodança e da piscina. No mesmo sentido, o garoto Emerson Lucas Linhares Soares, filho da Mara Raquel, colaboradora da Casa de Aprendizagem do Movimento, diz que “gostou de tudo: do calor da sauna, de molhar as plantas e da biodança”. Ele fala ainda que já se inscreveu para fazer a biodança de novo, na palhoça do Movimento.
A receptividade dos pequenos justifica a afirmação do padre Rino de que “se faz necessário dedicar também momentos para a convivência lúdica dos filhos dos cuidadores, favorecendo a partilha dos valores que orientam o nosso trabalho. A atenção para com as pessoas com a acolhida, a escuta e o cuidado para consigo mesmo, com o outro e com a natureza, celebrando, juntos, a Vida, alimentando uma religiosidade aberta, ecumênica e libertadora”.
